Presidente da França anuncia reforma das Forças Armadas

Por Tamora Vidaillet PARIS (Reuters) - O presidente da França, Nicolas Sarkozy, anunciou na terça-feira um plano de reforma para as Forças Armadas do país com o objetivo de criar um contingente militar menor e mais ágil, comprometendo os franceses de forma mais profunda com as ações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para fortalecer a política de defesa da Europa.

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Ao apresentar as prioridades militares da França para os próximos 15 anos, Sarkozy disse que as Forças Armadas precisavam dar uma nova ênfase às ações de segurança dentro das fronteiras francesas e tinham de adaptar-se aos desafios atuais do terrorismo e dos ataques por meio de computadores.

O dirigente falou em uma política de defesa mais eficiente para a Europa e disse que a França alteraria seus laços com a Otan, que seriam, nas palavras dele, ambíguas desde que o então presidente Charles de Gaulle retirou os franceses do comando militar do tratado, em 1966.

Sarkozy, no entanto, insistiu que a França sempre manteria o controle sobre suas próprias forças e o controle independente de seu arsenal nuclear, que continuaria a ser a peça fundamental de sua estrutura de defesa.

A fim de liberar fundos para modernizar suas fileiras militares, o país cortaria um total de 54 mil cargos, em sua maioria administrativos e de apoio, nos próximos sete anos, fazendo com que o contingente total das Forças Armadas somasse 225 mil pessoas, incluindo os civis.

Reconhecendo que as limitações orçamentárias obrigavam a França a fazer escolhas difíceis, Sarkozy prometeu dar continuidade a reformas polêmicas sem prejudicar o status de potência militar e diplomática do país.

'Temos de fazer escolhas e precisamos analisar a situação como ela é', disse o presidente diante de uma platéia formada por oficiais das Forças Armadas e autoridades da área de segurança.

'A verdade é que precisamos parar de tentar utilizar certos equipamentos que continuamos usando com dificuldade: aviões de suprimento com 45 anos de idade, tanques leves com 28 anos e helicópteros Puma com 30 anos', afirmou.

Os gastos com o setor de defesa devem aumentar no curto prazo acompanhando a inflação e, a parir de 2012, acima dela.

Já estão previstos gastos de 377 bilhões de euros (584,8 bilhões de dólares) com os militares entre agora e 2020, dos quais 200 bilhões seriam usados na compra de equipamentos, afirmou.

A França manteria um contingente considerável de soldados para a realização de missões no exterior, apesar de diminuir esse montante, hoje em 50 mil homens, para 30 mil.

(Reportagem adicional de Tim Hepher, Brian Rohan e Mark John em Bruxelas)

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