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Presidente da Cruz Vermelha diz que principal prioridade no Haiti é segurança

Panamá, 22 jan (EFE).- O presidente da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Tadateru Konoé, considerou hoje que a principal prioridade neste momento no Haiti é garantir a segurança para que a ajuda possa chegar aos desabrigados pelo terremoto.

EFE |

"Garantir a segurança é a prioridade principal neste momento", indicou à Agência Efe Konoé por telefone a partir do Panamá, onde hoje concluiu uma visita de dois dias para supervisionar o trabalho na Unidade Pan-americana de Resposta a Desastres (PADRU, na sigla em inglês) que a organização tem neste país.

"O povo precisa de assistência imediata, seja em termos de água potável, de mantimentos, de quase tudo, que estão chegando de todo o mundo; o problema é que não podemos organizar as coisas e distribuí-las adequadamente ao povo pela situação da segurança", indicou Konoé, que visitou na terça-feira passada Haiti.

O presidente da Cruz Vermelha, que estava no Panamá acompanhado do secretário-geral da organização, Bekele Geleta, insistiu em que "a situação da segurança é muito frágil ainda", e nesse sentido advertiu que para poder ajudar se deve ter "um bom acesso às vítimas".

Assinalou que ainda é preciso ver o efeito que pode ter a presença das tropas americanas no país e se isso poderá garantir a segurança.

"Se são bem-vindos (os militares) pela população podem completar sua missão, mas se não poderiam gerar dificuldades", disse.

Também se mostrou preocupado pelos efeitos da confusão gerada no país no momento de canalizar ajuda pela quantidade de organismos não-governamentais e oficiais que estão trabalhando no território.

"Essa é e será um dos principais problemas para todos nós", disse Konoé, ao destacar que a Cruz Vermelha estabeleceu seu acampamento na República Dominicana e a partir deste local conseguiu que "as coisas organizar a ajuda".

"Isso talvez faça diferença com outras organizações", acrescentou, ao assinalar que não trabalhar diretamente no território conflagrado, "talvez por enquanto e até que a situação melhore no Haiti", pode ser a melhor opção para alguns organismos.

Konoé evitou dar dados sobre o impacto na população do desastre, que começou com o terremoto de 7 graus na escala Richter no último dia 12, e ressaltou que a Cruz Vermelha "não tem números próprios".

Indicou que agora se deve pensar em preparar o terreno "para que as coisas sejam coordenadas apropriadamente no futuro próximo" e ressaltou que a comunidade internacional deve "começar a pensar na reconstrução e reabilitação".

Os haitianos "precisam de refúgios, temos de construir refúgios, enquanto se trabalha na reconstrução e na reabilitação", disse.

Sobre a atividade da organização que preside no Haiti, Konoé assinalou que a Cruz Vermelha "está organizada em todos os níveis" e tem ajuda de todas as associações no mundo todo, por isso que estão "trabalhando muito fortemente e bem, embora ainda fale muito a fazer".

O terremoto que atingiu o Haiti ocorreu às 19h53 de Brasília do dia 12 de janeiro e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE jlp/dm

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