O presidente da Corte Nacional Eleitoral (CNE), José Luis Exeni, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, alegando motivos familiares, em meio a uma forte campanha que exigia sua renúncia e a apenas sete meses das eleições nas quais o presidente Evo Morales tentará um segundo mandato até 2015.

"Deixo o órgão eleitoral com a convicção de que, em uma complexa etapa de transformação estrutural e em momentos de crise, contribuí para preservar a institucionalidade eleitoral no país", escreveu Exeni em uma nota de renúncia enviada a Morales.

Exeni deveria coordenar a elaboração de um novo padrão biométrico, condição solicitada pela oposição para aprovar no Congresso uma nova lei eleitoral, requisito para que as eleições aconteçam em dezembro deste ano.

A oposição exigia a saída de Exeni do comando da CNE por considerar que ele é muito ligado ao governo.

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