SEUL - O líder norte-coreano, Kim Jong-il, tem um grave câncer no pâncreas que pode lhe tirar a vida, disse a emissora de TV sul-coreana YTN na segunda-feira, citando informações colhidas junto a fontes de inteligência da Coreia do Sul e da China.

Reprodução de TV de Kim Jong-il na última quarta-feira/ Reuters

Reprodução de TV de Kim Jong-il na última quarta-feira/ Reuters

A notícia aumenta as especulações em torno da saúde de Kim, sobre o futuro da única dinastia comunista da Ásia e sobre quem tomará as decisões do programa nuclear do país.

A informação também vem depois de um frágil Kim, que teria sofrido um derrame há um ano, fazer uma rara aparição pública na última quarta-feira, em uma cerimônia para o pai do atual líder e fundador do país, Kim Il-sung. A aparência de Kim fez aumentar as especulações de que o líder, de 67 anos, ainda está doente.

Segredo bem guardado

A saúde de Kim é um dos segredos mais bem guardados do isolado país comunista. Nunca houve confirmação oficial de que ele estava doente.

De acordo com a YTN, o diagnóstico de câncer veio na mesma época em que Kim teria sofrido um derrame. O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Norte se recusou a confirmar as informações e o Ministério da Unificação disse não ter informações que sustentassem a notícia. Autoridades norte-americanas não comentaram imediatamente.

A notícia abalou o sentimento no principal índice de ações da Coreia do Sul, que registrou sua maior perda em mais de quatro meses em meio a renovadas preocupações financeiras e com os lucros das empresas nos Estados Unidos.

"Essas notícias enfatizam as incertezas geopolíticas e os riscos na Coreia do Sul, e uma coisa que os investidores odeiam é quaisquer tipo de incertezas", disse Lee Kyoung-su, analista de investimentos da Taurus Investment & Securities.

Teste nuclear

A Coreia do Norte tem elevado as tensões na Ásia por meio de disparos de mísseis e de um teste nuclear realizado no dia 25 de maio. Em resposta a ONU impôs sanções com o objetivo de restringir o comércio de armas do país, uma de suas poucas fontes de dinheiro.

Autoridades sul-coreanas dizem que as demonstrações militares têm o objetivo de dar apoio interno a Kim, num momento em que ele prepara sua sucessão. O filho mais novo de Kim é visto como seu provável herdeiro.

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