Presidente da Colômbia tentará repetir eleição de 2006

Por Luis Jaime Acosta BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou na quinta-feira que pedirá ao Congresso aprovar um referendo autorizando a repetição do pleito de 2006, no qual conquistou o cargo pela segunda vez.

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A manobra seria realizada após a Suprema Corte de Justiça ter colocado em dúvida a legalidade da reforma constitucional responsável por permitir a reeleição dele naquele ano.

Se a iniciativa der certo, o líder colombiano poderia continuar no poder para além de 2010, quando termina seu mandato atual, sem a necessidade de que seja aprovada uma nova reforma constitucional permitindo que se reeleja uma segunda vez.

'A arapuca do poder do terrorismo agônico para o qual se prestaram os magistrados da Sala Penal da Corte Suprema de Justiça não parece ter uma solução judicial (para o caso), em vista do que o caminho correto deve ser a regra democrática', disse Uribe em um pronunciamento divulgado por rádio e TV.

'Convocarei o Congresso da República para que tramite, com a maior urgência, um projeto de lei sobre um referendo no qual convocarei o povo a determinar a imediata repetição das eleições presidenciais de 2006', afirmou.

A Suprema Corte de Justiça colocou em dúvida a legalidade da reforma constitucional que permitiu a reeleição de Uribe e, ao condenar uma política que confessou ter aprovado aquela medida depois de haver recebido suborno, pediu uma revisão sobre a forma como o processo ocorreu.

'A Sala ordenou o envio de uma cópia da sentença à Corte Constitucional e à Procuradoria Geral da Nação, e isso ao avaliar que as razões de fato e de direito usadas como fundamento para a decisão indicam que a aprovação da reforma constitucional foi expressão de um claro e manifesto desvio de poder', disse a sentença.

O tribunal condenou a quase 4 anos de prisão domiciliar a ex-congressista Yidis Medina, que disse ter aceitado favores do governo para aprovar a reforma constitucional responsável por permitir a reeleição de Uribe.

A condenação a 47 meses e 26 dias de prisão pelo crime de suborno passivo abre caminho para que membros do governo sejam condenados no mesmo processo.

Isso porque o crime de suborno implica duas partes, a que recebe e a que oferece os favores ilícitos, explicaram membros do Judiciário.

(Reporte de Luis Jaime Acosta)

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