PEQUIM (Reuters) - O presidente da China, Hu Jintao, vai participar da cúpula de líderes do G20, em Washington, neste mês, para discutir maneiras de lidar com a crise financeira. Depois, vai para Cuba, ilha que tem um conflito ideológico com os Estados Unidos. No encontro, Hu não só terá a chance de conhecer o presidente eleito dos Estados Unidos como também enfrentará a pressão para que a China tenha um papel mais ativo nos esforços para conter o impacto da crise, principalmente sobre as economias mais vulneráveis.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, além de outras autoridades, pediram aos países que têm "reservas substanciais", como a China, que contribuam mais para o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Pequim deixou uma porta aberta, com a oferta vaga --mas ainda assim positiva-- de considerar sua participação. Mas o país ainda não explicitou o que espera receber em troca.

Depois da cúpula em Washington, Hu vai ao Peru, para um encontro do fórum pela Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, informou Qin Gang, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, em uma entrevista coletiva na terça-feira.

O presidente chinês também vai visitar Grécia, Costa Rica e Cuba, onde se encontrará com o presidente Raúl Castro.

Raúl pode ter esperanças de contar com a ajuda chinesa. A crise financeira tem sido particularmente difícil para Cuba, que tenta se reconstruir depois da passagem de dois fortes furacões e sofre com os crescentes preços dos produtos importados..

(Por Emma Graham-Harrison and Liu Zhen)

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