Presidente da China participará de cúpula nuclear nos EUA e visita o Brasil

O presidente da China, Hu Jintao, confirmou sua participação na cúpula nuclear promovida por Barack Obama, segundo informou nesta quinta-feira Qin Gang, porta-voz da chancelaria chinesa. Logo depois, Jintao visitará o Brasil.

iG São Paulo |


AP
O líder chinês Hu Jintao
O presidente chinês Hu Jintao

A cúpula, que acontece nos dias 12 e 13 de abril em Washington, discutirá a segurança nuclear e medidas para reduzir arsenais, objetivo defendido por Barack Obama.

Os americanos acreditavam que Jintao poderia boicotar a reunião sobre segurança nuclear para mostrar a insatisfação da China em relação a recentes estranhamentos diplomáticos com os Estados Unidos, como a visita do Dalai Lama à Casa Branca e a censura chinesa ao Google.

Depois de visitar os EUA, o presidente chinês embarca para o Brasil, onde participa de uma reunião das economias Bric, no dia 14. Ele visitará também Venezuela e Chile.

Irã

Gang também informou que a China concordou em negociar seriamente possíveis novas sanções ao Irã, embora ainda defenda uma solução pacífica para o impasse. "A China está altamente preocupada com a atual situação e vai reforçar sua cooperação com todas as partes", afirmou.

A China passou meses relutando em aceitar novas sanções ao programa nuclear do Irã, acusado de incluir o desenvolvimento de armas, algo que Teerã nega. Sendo um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a China tem poder de veto.

Salientando o papel central de Pequim nessas negociações, o negociador nuclear iraniano Saeed Jalili chegou na quinta-feira à capital chinesa para reuniões com altos funcionários.

Guo Xiangang, ex-diplomata chinês em Teerã, disse que Pequim provavelmente aceitará "algo um pouco mais duro (do que sanções anteriores), mas não muito duro". "Continuará sendo principalmente um alerta simbólico ao Irã", afirmou Guo, hoje vice-presidente do governamental Instituto de Estudos Internacional da China.

Ele disse também que a China vai querer se certificar de que eventuais novas sanções não afetem seus acordos de energia e investimentos com o Irã.

Com Reuters

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