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Presidente da CE diz que UE deve evitar uma crise social

Bruxelas, 26 fev (EFE).- A União Europeia (UE) tem que adotar novas medidas para mitigar o custo em termos de emprego da desaceleração e evitar uma crise social, afirmou hoje o presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso.

EFE |

Em carta enviada aos líderes da UE perante a reunião informal que celebrarão em Bruxelas no próximo domingo, Durão Barroso afirma que os efeitos da crise em termos de emprego estão "cada vez mais claros" e defende medidas em nível comunitário para reduzi-los.

O presidente do órgão executivo da UE afirma que no encontro de domingo a UE deve enviar um sinal claro de que atua de forma coordenada e decidida para combater a recessão e também deixar clara sua rejeição ao protecionismo e o respeito à livre concorrência.

"Devemos demonstrar nosso compromisso com a abertura e a igualdade de condições, tanto dentro da UE como em nível global", diz o líder português na carta.

Uma das razões apresentadas pelo primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, presidente rotativo da UE para a convocação de uma reunião extraordinária dos líderes do bloco foi combater possíveis medidas protecionistas em alguns Estados-membros como resposta à crise econômica.

As ajudas ao setor do automóvel, um dos mais afetados pela crise - por causa da queda da demanda e das dificuldades para encontrar financiamento -, colocadas por países como França e Espanha estão no centro desta polêmica e aumentaram as reservas da CE, que teme que podem ser contrárias aos princípios da livre concorrência.

Neste contexto, Durão Barroso disse que a UE deve encontrar a forma de impulsionar o emprego e preservar a solidez da indústria, permitindo que os países adotem iniciativas em apoio das empresas, mas sem que estas prejudiquem outros membros.

Lembra que, diante das dificuldades econômicas atuais, as ajudas de Estado podem ser muito úteis para apoiar o emprego e setores-chave da economia europeia, mas diz que as subvenções não devem evitar a necessária reestruturação dos setores afetados. EFE epn/fal

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