O presidente da Câmara dos Comuns britânica, Michael Martin, submetido a uma moção de censura por seu papel no escândalo das faturas abusivas de gastos apresentadas por alguns deputados, anunciou que vai renunciar ao cargo no dia 21 de junho.

"Para que a unidade seja mantida, decidi renunciar ao posto de speaker (presidente) no domingo 21 de junho", afirmou Martin, que ocupa a função há nove anos.

A eleição do sucessor deve acontecer no dia 22 de junho.

A renúncia é a primeira de um presidente da Câmara dos Comuns desde 1695, quando Sir John Trevor se viu obrigado a abandonar o cargo por ter aceito dinheiro em troca do apoio à aprovação de uma lei.

Como presidente dos Comuns, Martin, um ex-dirigente sindicalista de 63 anos e atualmente deputado trabalhista por Glasgow (Escócia), deve dirigir os debates na Câmara, mas também é responsável pelo serviço que controla os gastos dos deputados.

Muitos deputados, assim como a imprensa, criticam duramente Martin pelo fato de ter ignorado os pedidos de reforma de um sistema que permitia abusos.

et/fp

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