Presidente da Câmara diz que Massachusetts não minará reforma na saúde

Washington, 19 jan (EFE).- A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou hoje que as eleições em Massachusetts para escolher o sucessor do senador Ted Kennedy, que podem tirar dos democratas a maioria, não vão mudar a votação final da reforma do setor de saúde.

EFE |

Em coletiva de imprensa junto a outros líderes democratas na Câmara, Pelosi afirmou que a meta continua sendo conseguir a aprovação definitiva da reforma.

"Seguimos no caminho de resolver as diferenças nas versões aprovadas pela Câmara de Representantes e pelo Senado", disse Pelosi ao se referir a textos que devem ser homologados e aprovados em uma versão definitiva.

"Teremos um projeto de lei para a reforma de saúde, e isso será em breve, sem importar o que ocorra em Massachusetts", acrescentou Pelosi, que esteve junto aos líderes democratas Steny Hoyer e James Clyburn.

A democrata Martha Coakley disputa com o republicano Scott Brown a cadeira no Senado deixada vaga pelo senador Ted Kennedy, que a ocupou durante quase meio século.

Massachusetts é um dos estados mais democratas dos EUA, mas nos últimos dias e contra todas as previsões as pesquisas apontam um empate técnico entre os dois candidatos. Os analistas atribuem isso ao descontentamento do público com a reforma no setor de saúde, grande projeto legislativo do presidente Barack Obama.

Pelosi evitou dar detalhes sobre as opções dos democratas frente a uma possível derrota de Coakley, e reiterou em várias ocasiões que a ideia é "reconciliar as diferenças" nas duas versões aprovadas de forma preliminar.

"Sem importar o que acontecer em Massachusetts, temos que resolver as diferenças entre nossos projetos de lei. Temos que aprovar um cuidado médico de qualidade e preços acessíveis para todos os americanos, e isso será em breve", sublinhou Pelosi.

Em geral, os democratas da Câmara se opõem à versão aprovada pelo Senado em 24 de dezembro, entre outras coisas por não incluir a opção pública, que permitiria ao Governo concorrer com as seguradoras privadas. EFE mp/rr

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