Presidente da Assembléia rejeita emenda constitucional na Mauritânia

Nuakchott, 10 ago (EFE).- O presidente da Assembléia Nacional da Mauritânia, Messoud Ould Boulkheir, rejeitou hoje qualquer emenda constitucional planejada pelo Alto Conselho de Estado, surgido após o golpe de Estado do último dia 6, e exigiu a volta do presidente deposto, Sidi Mohamed Ould Cheikh Abdalahi.

EFE |

"Como presidente da Assembléia Nacional, declaro minha rejeição ao golpe de Estado e a toda eleição realizada sob o regime do Alto Conselho de Estado", disse Boulkheir em um encontro com a imprensa na sede do Parlamento.

Além disso, pediu a volta do presidente deposto e afirmou que seguirá à frente da Assembléia Nacional sem reconhecer o novo poder.

O vice-presidente da Aliança Popular Progressista (APP), Khalil Ould Teyib, também disse hoje que uma solução para a atual crise poderia ser a volta de Abdalahi, em troca da anulação do decreto de destituição dos altos comandantes militares que o depuseram.

Abdalahi foi derrubado em um golpe de Estado no último dia 6, após ter assinado um decreto que destituía os chefes do Estado-Maior, da Guarda Nacional, da Gendarmaria Nacional e da Guarda Presidencial, o general Mohammed Ould Abdelaziz, que liderou o levante e o autoproclamado Alto Conselho de Estado, que substituiu o presidente.

A Junta Militar que assumiu o poder exerce sua autoridade sem legitimidade constitucional, apesar de sua decisão de conservar a atual Carta Magna e o Parlamento.

Além disso, a Junta Militar anunciou até o momento que assumirá colegiadamente as prerrogativas do presidente da República e que nomeará um novo Governo, além de afirmar que o Parlamento e o resto de instituições "continuarão exercendo suas funções".

No entanto, deixou a porta aberta a uma mudança da Carta Magna ao acrescentar que "esse novo dispositivo provisório será legitimado por um decreto constitucional que administrará os poderes provisórios do Conselho de Estado", modificando quando a Constituição quando necessário. EFE mo/ab/rr

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