Presidente da Assembleia Geral da ONU pede ajuda urgente a Haiti

Nações Unidas, 13 jan (EFE).- O presidente da Assembleia Geral da ONU, o líbio Ali Treki, pediu hoje ajuda urgente à comunidade internacional para ajudar as vítimas do devastador terremoto no Haiti.

EFE |

Treki pediu que "todos os Estados-membros façam todos os esforços possíveis para assistir com urgência os haitianos", disse seu porta-voz, Jean Victor Nkolo.

A capital, Porto Príncipe, ficou praticamente arrasada, com vários edifícios em ruínas, como a sede das Nações Unidas e o palácio presidencial, além de infraestruturas e telecomunicações cortadas.

Esse desastre causou também várias mortes na capital, que conta com dois milhões de habitantes, mas, por enquanto, as autoridades ainda não conseguiram quantificar as vítimas.

O presidente da Assembleia ressaltou também que reza pelos haitianos e pelo pessoal da ONU que estava prestando serviço no Haiti.

Treki reiterou seu pedido à comunidade internacional "para que permaneça mobilizada junto aos haitianos nesta tragédia".

O subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Alain Le Roy, disse ontem à noite que os capacetes azuis brasileiros estavam buscando sobreviventes entre os escombros da sede do organismo em Porto Príncipe, que desabou por causa do terremoto.

"Sabemos que há baixas, mas não quantas", disse Le Roy, reiterando que há uma "grande quantidade" de funcionários da ONU sobre os que não se sabe o paradeiro, como o chefe da Minustah, o tunisiano Hedi Annabi, que estava "junto com muitos outros" na sede da missão no momento do tremor.

Em Paris, o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, deu hoje Annabi como morto.

Até o momento, os responsáveis da ONU só conseguiram se comunicar com o pessoal da missão através de telefones com conexões via satélite, já que a rede de telecomunicações haitiana ficou fora de serviço.

O pessoal da ONU, que teme que o número de vítimas seja muito alto, tem acesso limitado às áreas atingidas, devido à destruição dos acessos e aos escombros.

O Exército brasileiro confirmou hoje que pelo menos quatro militares do país que fazem parte da força de paz da ONU no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu na terça-feira esse país caribenho, enquanto pelo menos cinco militares ficaram feridos. EFE emm/an

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