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Presidente da Assembléia da ONU denuncia irresponsabilidade na crise

Nações Unidas, 23 set (EFE).- O presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas, Miguel DEscoto, alertou hoje das sérias conseqüências da crise financeira nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), e criticou que os pobres paguem sempre a cobiça e a irresponsabilidade dos poderosos.

EFE |

Em seu discurso na abertura dos debates da 63ª Assembléia Geral da ONU, o ex-chanceler nicaragüense alertou que o mundo enfrenta problemas mais sérios do que os que existiam quando essa organização foi criada, mas considerou que a crise atual não tem por que levar a uma tragédia.

Segundo sua opinião, frente às declarações de boas intenções, é o momento de aplicar "medidas corretoras" e de substituir o individualismo e o egoísmo dominante pela solidariedade.

D'Escoto elogiou o papel desempenhado até agora pelas Nações Unidas, mas admitiu também seu fracasso no momento de acabar com as guerras, avançar no desarmamento dos países ou garantir a segurança internacional.

Descreveu também um panorama desolador com problemas como as desigualdades, a fome, a pobreza, a crise alimentícia, o aquecimento global, o terrorismo e a situação palestina, crises "geradas pelo homem" e devidas também, em parte, à falta de democracia nas Nações Unidas.

"Um pequeno grupo de países toma decisões baseadas em motivos egoístas e os pobres do mundo sofrem as conseqüências", denunciou D'Escoto, para criticar a falta de protagonismo da Assembléia Geral da ONU. EFE nl/an

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