Presidente da Assembléia Constituinte do Equador anunciará sua renúncia

Quito, 23 jun (EFE).- O presidente da Assembléia Constituinte do Equador, Alberto Acosta, anunciará hoje sua renúncia ao cargo, informou o secretário de imprensa Orlando Pérez.

EFE |

Pérez explicou em entrevista à emissora local "Ecuavisa" que a renúncia de Acosta, do governista Aliança País (AP) é ao cargo de presidente da Assembléia e não da condição de deputado constituinte.

Segundo Pérez, Acosta explicará sua determinação no plenário da Assembléia, na cidade de Montecristi, no oeste do Equador.

A decisão de Acosta também abalou seus próprios correligionários, como a deputada Mónica Chuji, que disse aos jornalistas que está "surpresa" com a decisão do presidente da Assembléia.

Pérez afirmou que a decisão de Acosta será tratada no segundo item da sessão de hoje em Montecristi.

O primeiro vice-presidente da Assembléia, Fernando Cordero, também do AP, que domina a Assembléia, não sabe a razão de Acosta ter decidido renunciar.

"Estamos um pouco confusos com a renúncia de Alberto. Não conversei com ele. Nos próximos minutos terei uma explicação de sua parte na Assembléia sobre qual foi a razão de sua renúncia", declarou.

Em declarações à rádio "Sonorama", Cordero disse que a renúncia de Acosta não é um assunto acertado, e por isto disse que deve se tratar de uma decisão pessoal.

"Realmente a notícia foi uma surpresa. Vamos ter que tramitar (a renúncia) assim que soubermos as razões. Esperamos Alberto às 15h (20h, horário de Brasília) para tratar deste tema na Assembléia", disse.

Cordero acrescentou que, se a decisão de Acosta for irreversível, ele assumirá temporariamente "a Presidência, caso seja uma renúncia definitiva, pois a Assembléia deve voltar a configurar sua Presidência e deve voltar a eleger seu presidente".

Acosta anunciará sua renúncia na reta final da Assembléia, que deve terminar seus trabalhos em 26 de julho, para quando está prevista a entrega da Carta Magna que está sendo redigida desde novembro do ano passado e cujo prazo foi lembrado na semana passada pelo presidente do Equador, Rafael Correa.

Uma vez entregue a nova Carta Magna, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) deve convocar um referendo de aprovação ou rejeição da mesma.

Augusto Barrera, coordenador de conteúdos entre a Assembléia e o Executivo, afirmou que o anúncio de Acosta não evidencia um confronto com o Governo, nem um "rompimento político".

Barrera reiterou que a Assembléia é um "esforço coletivo", que deve concluir a apresentação de uma Constituição em benefício dos equatorianos, nos prazos previstos.

"O projeto político é um projeto que está unificado, é um projeto político que assumirá a responsabilidade de entregar uma Constituição nas datas estabelecidas", disse em entrevista à rádio "Centro". EFE sm/wr/fal

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