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Presidente da Argentina está preocupada com situação na Bolívia

Buenos Aires, 5 ago (EFE) - A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, expressou hoje preocupação com os incidentes registrados na Bolívia que a obrigaram a cancelar a viagem que pretendia fazer com o governante venezuelano, Hugo Chávez, a Tarija (sul) para a assinatura de acordos energéticos.

EFE |

Em um breve comparecimento perante a imprensa, Cristina explicou que decidiu cancelar a visita a pedido do chanceler boliviano, David Choquehuanca, para evitar "episódios de violência ou que fosse alvo de situações provocadas".

A presidente manifestou sua "preocupação" pela situação vivida na Bolívia e disse confiar na pronta "normalização" do país.

No domingo, mais de quatro milhões de bolivianos estão convocados às urnas para ratificar ou revogar os mandatos de Morales, de seu vice-presidente, Álvaro García Linera, e de oito dos nove governadores do país, seis deles opositores ao presidente.

Hoje, enquanto o conflito se intensificava, uma multidão se posicionou no aeroporto de Tarija em rejeição à anunciada presença de Morales e tentou invadir a pista, mas foi dispersada pela Polícia com gás lacrimogêneo.

Tarija é um dos departamentos controlados pela oposição e implicados em processo autonomista.

"Vou me comunicar com Evo Morales" para ter "maior conhecimento da situação", acrescentou Cristina, que expressou seu "apoio mais enfático a respeito das instituições democráticas na irmã República da Bolívia".

"Devemos estar comprometidos com as instituições democráticas", insistiu, após lembrar que Morales foi eleito democraticamente e se submete à vontade popular em um referendo.

O governante disse que sempre houve um compromisso do Mercosul em "preservar a integridade territorial dos países da América do Sul" e que o apoio à Bolívia "se dá pela vontade e expressão clara que os presidentes (do bloco) tiveram a este respeito".

Destacou a presença de observadores internacionais enviados por todos os países da região à Bolívia "para garantir a transparência do referendo".

"Nós e o Mercosul os enviamos para garantir que o processo seja institucional", apontou.

Por outro lado, considerou que com certeza, "caso sejam afetadas as instituições democráticas, é só afetada a estabilidade da Bolívia, mas de toda a região".

A presidente explicou que tinha previsto assinar hoje em Tarija um acordo sobre uma usina de separação de gases e apontou que, "certamente, terá oportunidade de poder viajar novamente" para assinar um convênio "muito importante para a Bolívia, a Argentina e para a equação energética em toda a região". EFE mar/bm/db

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