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Presidente da Argentina critica economia de cassino dos EUA

Nações Unidas, 23 set (EFE) - A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, fez hoje, na tribuna da ONU, uma dura alegação contra os Estados Unidos, o qual foi acusado de ter problemas derivados de uma economia de cassino.

EFE |

"Este país hoje tem problemas a partir de uma economia de cassino que achou que o capitalismo só pode produzir dinheiro", disse Cristina em seu discurso perante a Assembléia Geral das Nações Unidas.

A gravidade da crise financeira internacional foi o centro dos discursos no fórum da ONU, que reúne chefes de Estado e de Governo de 192 países.

Cristina afirmou que hoje já não se pode falar dos "efeitos tequila ou arroz" nem das crises dos países emergentes em direção ao centro, mas, pelo contrário, "o efeito jazz" sai da primeira economia do mundo e se expande a todas as demais nações.

"Disseram (à América do Sul) que o mercado resolveria tudo, mas agora ocorre a intervenção estatal mais forte de onde disseram que o Estado não era necessário", afirmou o governante em alusão às medidas adotadas pelos Estados Unidos para combater a crise.

Assim como fez o Brasil antes, a Argentina reivindicou a reforma da ONU e dos organismos multilaterais de crédito para tornar um mundo mais seguro.

A presidente argentina destacou que a América do Sul deu um exemplo de como se constrói o multilateralismo, apesar das diferenças existentes entre os países da região.

Ela citou a recente cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), integrada por 12 países, na qual foi alcançada uma resolução por unanimidade para ajudar a Bolívia na defesa da democracia e no diálogo para solucionar sua crise interna.

"O exercício de multilateralidade é uma convicção das regiões emergentes, que somos capazes de dar o exemplo", afirmou.

Além disso, pediu que tenha início um diálogo para fazer uma reforma que "não seja uma maquiagem", mas que se analise profundamente o sistema de tomada de decisões nos organismos multilaterais para dar mais acesso aos países emergentes.

A governante participará, amanhã, de uma reunião da Unasul, convocada por sua colega chilena, Michelle Bachelet, para buscar um consenso sobre o próximo secretário-geral deste organismo, posto para o qual foi sugerido o nome de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, que também se encontra em Nova York. EFE va/db

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