Presidente chinês promete reduzir emissão de gases poluentes até 2020

NOVA YORK - O presidente chinês, Hu Jintao, defendeu nesta terça-feira a redução das emissões de dióxido de carbono da China em relação a seus níveis de 2005 em uma medida importante até 2020.

Redação com agências internacionais |

Mas Hu também expressou ante a Assembleia Geral das Nações Unidas que os cortes deverão ser medidos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), em linha com as preocupações chinesas quanto a seu rápido crescimento econômico.


Hu Jintao discursa na ONU / AP

"Nós nos esforçaremos por reduzir as emissões de dióxido de carbono em proporção com o Produto Interno Bruto em uma medida importante até 2020, com relação aos níveis de 2005", afirmou Hu na cúpula especial sobre mudança climática na ONU.

O papel da China é crucial porque o país não é apenas uma economia emergente, mas também um grande poluidor.

A China já ultrapassou os Estados Unidos como o maior mercado de energia eólica - gerada a partir de vento - e é uma potência crescente em energia solar. Analistas afirmam que o presidente Hu pode avançar ainda mais as metas de energias renováveis no país.

Apesar de todos os avanços na tecnologia verde, 70% da energia chinesa ainda é proveniente do carvão, e o crescimento econômico também significa um crescimento nas emissões de gases poluentes.

Cúpula climática da ONU

A conferência foi aberta nesta terça-feira pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que afirmou que seria " moralmente indesculpável " um fracasso dos líderes mundiais este ano na tentativa de alcançar um acordo para combater o aquecimento global.

Ele abriu o encontro na sede das Nações Unidas em Nova York dois meses e meio antes da conferência de Copenhague, que vai tentar selar um acordo posterior ao Protocolo de Kioto.

O evento desta terça-feira, convocado por Ban, reúne quase cem chefes de Estado e governo. Os líderes do G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) devem discutir a questão nesta semana na sua cúpula de Pittsburgh. No entanto, exceto se houver algum avanço importante na cúpula da ONU, há pouca expectativa de progresso no encontro do G20.

(*Com informações das agências Reuters e EFE)

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