Presidente Bakiev lidera pesquisas no Quirguistão (boca-de-urna)

O presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, lidera, com 67% dos votos, as pesquisas de boca-de-urna, realizadas após a eleição presidencial desta quinta-feira no país.

AFP |

Assim, Bakiev teria superado com facilidade o principal candidato da oposição, Almazbek Atambayev, que reuniria 12% dos votos.

Os colégios eleitorais fecharam as portas às 20H00 locais (11H00 de Brasília) e a oposição contestou a votação durante todo o dia, qualificando o processo eleitoral de "ilegítimo".

De acordo com a Comissão Eleitoral Central, o nível de participação foi muito elevado, com mais de 78,92% dos eleitores inscritos.

A pesquisa de boca-de-urna foi realizada pela ONG "Por eleições honestas" e considerada próxima ao poder. Antes mesmo da eleição, a vitória de Bakiev era dada como certa.

Cerca de 1.500 partidários da oposição se reuniram na noite desta quinta-feira depois do fechamento dos centros de votação para assistir a um show, seguido por uma manifestação diante da Comissão Eleitoral Central em Bishkek.

Bakiev é considerado um aliado dos Estados Unidos. No final de junho, decidiu manter em seu território uma base militar americana vital para as operações da coalizão internacional no Afganistão, depois de ameaçar fechá-la.

A oposição reitera que não aceitará resultados eleitorais truncados.

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que mobilizou 300 observadores, entregará susa conclusões sobre o desenvolvimento da votação ainda nesta quinta.

Bakiev advertiu à oposição que não vai tolerar manifestações "ilegais" às quais "vamos reprimir, em conformidade com a legislação".

Bakiev acedeu ao poder em 2005 em meio a atos populares contra uma eleição fraudulenta, sendo acusado, também, de ter favorecido uma corrupção endêmica.

Os líderes da oposição o acusam de usar de violência e intimidação contra adversários políticos e os poucos meios independentes do país.

Mas, para muitos, Bakiev, que instaurou uma relativa estabilidade depois de quase uma década de lutas políticas, continua sendo a melhor opção para o país.

tol/yw/sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG