Presidente argentina viajará com empresários a SP

Buenos Aires, 18 mar (EFE).- A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, será acompanhada por 487 empresários de todos os setores em sua visita a São Paulo, aonde chegará na noite da quinta-feira para a maior missão comercial da Argentina no exterior.

EFE |

Cristina terá reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), anfitriã de um encontro de empresários dos dois países, entre outros pontos de uma agenda que começa na sexta-feira, informaram fontes oficiais.

Calcula-se que, na reunião empresarial que será inaugurada amanhã em São Paulo, acontecerão 2 mil encontros e reuniões de negócios até o encerramento, no qual Lula e Cristina falarão.

A reunião entre Lula e a presidente argentina ocorre no momento de uma série de disputas comerciais que, na semana passada, levaram a um acordo entre os dois países para que os conflitos sejam resolvidos através de acordos entre os empresários envolvidos.

Também coincide com os preparativos para a cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) a ser realizada em abril, em Londres, que contará com a presença de Lula e Cristina, entre outros chefes de Estado convidados.

Fontes diplomáticas argentinas negaram que haja um clima de conflito com o Brasil e, pelo contrário, destacaram que os presidentes aproveitarão a reunião para definir posições comuns diante da cúpula do G20.

Segundo as fontes, Lula e Cristina também analisarão estratégias para enfrentar o impacto da crise financeira no comércio exterior dos dois países, parceiros do Paraguai e do Uruguai no Mercosul.

Apenas em janeiro, as exportações do Mercosul sofreram uma queda anualizada de 30% depois de ter alcançado US$ 279,254 bilhões no ano passado, 25% a mais que 2007, com um superávit comercial de US$ 32,783 bilhões, advertiu um relatório da empresa de consultoria argentina Ecolatina.

O estudo ressaltou que o impacto da crise no canal comercial será sentido com mais força no Paraguai e no Uruguai, as menores economias do Mercosul, que já reclamaram e tomaram medidas por causa do "protecionismo" de seus parceiros no bloco. EFE alm/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG