BUENOS AIRES (Reuters) - A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, enviou na terça-feira uma mensagem de apoio institucional à Bolívia, país que se viu abalado por atos de violência a cinco dias de um referendo sobre o mandato de Evo Morales. Fernández teve que suspender sua viagem à Bolívia, onde chegaria na terça-feira junto com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, devido à tensão política no país.

Morales busca ratificar nas urnas seu apoio popular, em uma votação que também colocará em jogo os mandatos em oito dos nove departamentos do país.

'O presidente Evo Morales é um presidente eleito pelo povo da Bolívia, que também se submete ao referendo revogatório previsto na por sua própria constituição', disse Cristina em entrevista à imprensa.

'Todos devemos estar comprometidos com a defesa da estabilidade regional e fundamentalmente da estabilidade das instituições democráticas e das expressões da vontade popular', completou.

A tensão na Bolívia causou na terça-feira a morte de dois mineradores em choques com a polícia.

Fernández afirmou que pretende conversar com Morales e com outros mandatários da região para avaliar a situação.

A presidente argentina disse que o conflito vivido na Bolívia afeta a estabilidade da região e manifestou sua preocupação 'para conseguir a normalização imediata da situação na República da Bolívia'.

(Reportagem de Karina Grazina)

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