Presidente argentina diz que cúpulas levarão A.Latina a cenário inimaginável

Costa do Sauípe (Bahia), 16 dez (EFE).- A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, afirmou hoje que as quatro cúpulas que reúnem chefes de Estado latino-americanos e caribenhos no Brasil permitirão chegar a um cenário inimaginável há alguns anos.

EFE |

"(As cúpulas) Significam modificações das condições históricas que muitos acreditavam inamovíveis", destacou a governante argentina, que enfatizou que "a integração é uma das armas mais importantes" da região para enfrentar a crise econômica.

Cristina elogiou a projeção histórica da entrada hoje no Grupo do Rio de Cuba, país que visitará oficialmente de 11 a 14 de janeiro.

A governante não quis responder às perguntas sobre a deterioração das relações com o Uruguai por causa do veto do presidente Tabaré Vázquez à candidatura de seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, à Secretaria-Geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul).

No entanto, lembrou as palavras do presidente equatoriano, Rafael Correa, que sustentou que os estatutos estabelecem como requisito a unanimidade para a adoção de medidas estratégicas por parte dos chefes de Estado, mas para a escolha de autoridades do organismo multilateral é suficiente o consenso.

Além disso, minimizou o fato de os presidentes da Unasul, reunidos na Costa do Sauípe, na Bahia, terem adiado a eleição do secretário-geral para o mês de abril, para quando calculam que os 12 países-membros já terão ratificado o tratado constitutivo, que até agora só foi validado por Venezuela e Bolívia.

Cristina insistiu na necessidade de "que os países latino-americanos tenham posições muito similares nos fóruns internacionais e em todos os organismos multilaterais".

"Uma questão central é que a América Latina tenha posições coerentes e unidas no que colocamos nestas reuniões, e depois quando formos aos fóruns internacionais", explicou.

Para a presidente argentina, além de mudar as regras de funcionamento dos organismos internacionais, "também é preciso mudar a lógica de que as regras têm de ser sempre respeitadas pelos países mais fracos e podem ser violadas pelos países poderosos".

"Além de modificar as regras do Fundo Monetário Internacional e das Nações Unidas, também é importante que todos respeitem as regras e resoluções desses organismos", afirmou. EFE mf/mh

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