Presidente angolano assiste a crescimento vertiginoso mas não freia corrupção

Johanesburgo, 4 set (EFE).- José Eduardo dos Santos, presidente de Angola, assiste atualmente em seu país a um crescimento econômico anual de mais de dois dígitos e é um dos responsáveis pela forte aproximação com o Ocidente ao longo dos últimos cinco anos.

EFE |

No entanto, o chefe de Estado angolano não combateu efetivamente a corrupção em altos escalões do Governo e tampouco avançou na construção de infra-estruturas públicas ou na redação de uma nova Constituição.

José Eduardo dos Santos nasceu em Luanda em 28 de agosto de 1942.

De origem humilde, se uniu ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), de tendência marxista, em 1961. Nesse mesmo ano se viu forçado a buscar exílio na França pela repressão do Governo colonial de Portugal.

Mais tarde se trasladou à República do Congo, de onde seguia colaborando com o partido.

José Eduardo dos Santos voltou a Angola em 1970, cinco anos antes da autodeterminação do país. Foi então quando se uniu ao braço armado do MPLA, o Exército Popular de Libertação de Angola (EPLA), e participou da guerra da independência.

Em 1975, logo após a conquista da autonomia por parte de Angola, rebeldes do MPLA, que haviam tomado o poder, e da União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) deram início aos confrontos que levariam a 27 anos de guerra civil.

No mesmo ano, José Eduardo dos Santos foi nomeado ministro de Assuntos Exteriores no primeiro Governo de Angola, presidido por Agostinho Neto.

Com a morte de Agostinho em 1979, José Eduardo dos Santos se tornou presidente do país e chefe das Forças Armadas, cargos que mantém até hoje.

Em 1987, iniciou a abertura de Angola rumo ao mundo desenvolvido e se comprometeu a buscar uma resposta à guerra civil, algo que conseguiu finalmente em 2002, com a assinatura de um tratado de paz por parte da Unita depois da morte do líder máximo do grupo, Jonas Savimbi.

Durante estes seis anos de paz em Angola, José Eduardo dos Santos firmou grandes contratos com empresas para extração de petróleo e de diamantes e conseguiu controlar a inflação.

Por outro lado, e apesar dos grandes avanços econômicos angolanos - muito por culpa do fato de o país ser um dos mais ricos em matérias-primas do mundo -, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) considera Angola uma das nações mais pobres e mais subdesenvolvidas.

José Eduardo dos Santos anunciou em 2001 que se retiraria nas próximas eleições, mas foi reeleito em dezembro de 2003 como líder do MPLA e muitos analistas acreditam que será o candidato de seu partido para o pleito presidencial de 2009. EFE hc/fr

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