Presidente alemão pede maior integração 20 anos após unificação

Líder pede integração dos estrangeiros residentes no país. Berlim comemora a data com festas populares

EFE |

O presidente da Alemanha, Christian Wulff, fez neste domingo um chamado à integração dos estrangeiros residentes neste país e à convivência das culturas por ocasião do 20º aniversário da unificação do país.

"Um país liberal como o nosso vive da diversidade, dos diferentes projetos de vida. Vive da abertura de novas ideias, já que, caso contrário, não poderia perdurar", disse Wulff em seu discurso no ato central das comemorações realizado em Bremen (norte do país), diante da assistência da cúpula política do país.

Thomas Peter/Reuters
Pessoas participam das comemorações da Reunificação Alemã em Berlim

Enquanto isso, dezenas de milhares de cidadãos se somavam às festas populares organizadas na cidade e em Berlim para celebrar as duas décadas de união nacional que foi conquistada em 3 de outubro de 1990, tão só 11 meses depois da queda do muro.

Lembrando o lema gritado pelos cidadãos da extinta República Democrática Alemã (RDA) nas manifestações que conduziram à queda do regime comunista, Wulff entoou a frase "Somos um povo" e disse que este "é um convite à unidade dirigida a todos os que vivem aqui".

"Naturalmente sou também o presidente dos muçulmanos", disse o chefe de Estado alemão ao entrar a discussão que durante as últimas semanas agitou o país pela deficiente integração de uma minoria de imigrantes que professam essa religião.

Wulff ressaltou ser presidente dos muçulmanos "com a mesma paixão e convencimento com a qual sou presidente de todas as pessoas que vivem na Alemanha".

O esperado discurso de Wulff, três meses após aceder à chefia do Estado, foi aplaudido por todos os partidos políticos, especialmente por suas referências à integração dos cidadãos estrangeiros com outras culturas e religiões.

Felicitações pelo aniversário chegaram do exterior, entre outros, dos presidentes dos EUA e da Rússia, Barack Obama e Dmitri Medvedev, enquanto a Polícia respirava aliviada por não ter sido registrado nenhum incidente em Bremen.

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