Presidente afegão ordena investigação de morte de civis

CABUL (Reuters) - O presidente afegão Hamid Karzai ordenou uma investigação sobre um ataque aéreo da coalizão liderada pelos EUA que, segundo autoridades locais, deixou 15 civis mortos, mas que os militares americanos afirmam que matou apenas militantes armados do Taliban. A questão das mortes de civis suscita revolta no Afeganistão, alimentando a percepção comum de que as forças internacionais não tomam cuidado suficiente quando lançam ataques aéreos e reduzindo o apoio popular à continuação de sua presença no país.

Reuters |

Quase 700 civis afegãos foram mortos nos seis primeiros meses deste ano, 255 deles por tropas internacionais e do governo afegão, enquanto os outros foram mortos por militantes do Taliban.

De acordo com as forças norte-americanas, tropas terrestres da coalizão pediram o apoio de helicópteros de ataque depois de militantes terem disparado contra um posto militar na província de Nuristão, no nordeste do país, na sexta-feira.

'As equipes dos helicópteros se comunicaram com as forças terrestres para fazer a identificação positiva dos veículos dos militantes. Em seguida, os helicópteros de ataque destruíram os dois veículos, matando mais de uma dúzia de militantes,' disseram as forças americanas em comunicado no sábado.

Mas o governador do Nuristão disse que 15 civis foram mortos e outros sete ficaram feridos no ataque no distrito de Waigal e que nenhuma das vítimas era militante.

Hamid Karzai ordenou que os ministérios da Defesa e do Interior, além de um organismo que fiscaliza os governos locais, investiguem o incidente, segundo comunicado do palácio presidencial no domingo.

À medida que as tropas estrangeiras aprendem a proteger-se melhor das bombas suicidas, a maioria das vítimas destas passaram a ser afegãos comuns. O Taliban matou cerca de 200 civis em atentados suicidas no ano passado.

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