Presidente afegão alerta para vítimas civis em combate ao terrorismo

Islamabad, 9 set (EFE) - O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, que foi hoje ao Paquistão para a cerimônia de posse do novo chefe de Estado do país, Asif Ali Zardari, pediu para focar a luta contra os terroristas nos alvos certos, que são os refúgios dos insurgentes, e não as áreas civis.

EFE |

"Os alvos (corretos) não são as áreas civis nem no Afeganistão nem no Paquistão", ressaltou Karzai em entrevista coletiva conjunta com Zardari, pouco após a posse desse como novo presidente paquistanês.

O chefe do Estado afegão se referia às vítimas civis registradas nas últimas semanas em ataques de forças americanas destacadas no Afeganistão tanto em solo afegão quanto em território paquistanês próximo à fronteira entre ambos os países.

Contra o terrorismo, afirmou Karzai, é preciso "lutar da maneira certa, em vez de ir a povoados e zonas civis, deveríamos nos concentrar nos esconderijos, tanto se estão no Afeganistão quanto se estão no Paquistão, onde os terroristas acham um lugar para treinar, para se munir de armas".

Zardari, por sua vez, afirmou que o Governo paquistanês conta com um "plano global" de luta contra o terrorismo e pediu ao mundo que se dê conta de que os paquistaneses são também "vítimas" do problema, para lembrar que ele mesmo perdeu a esposa, Benazir Bhutto, em um atentado.

Karzai é o único chefe de Estado que compareceu hoje à posse de Zardari, em um gesto com o qual, disse, quis expressar os "sentimentos" do povo afegão para com os "irmãos" paquistaneses.

Durante o regime de Pervez Musharraf, que antecedeu o novo presidente no cargo, Karzai acusou abertamente o Paquistão de entorpecer a luta contra os talibãs afegãos e os terroristas da Al Qaeda dando abrigo em seu território.

O presidente afegão declarou hoje que os "sentimentos de irmandade e boa vizinhança" entre Paquistão e Afeganistão "vão além das queixas" que tenha podido ter para com o Governo paquistanês.

E assegurou ter percebido no novo Executivo paquistanês, liderado pelo Partido Popular (PPP) de Zardari, "exatamente o mesmo ponto de vista e a mesma experiência de sofrimento" por causa do terrorismo.

EFE igb/db

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