Presidente aceita renúncia de ministros no Peru

O presidente do Peru, Alan Garcia, aceitou nesta sexta-feira a renúncia de todos os ministros de seu gabinete, inclusive do primeiro-ministro Jorge del Castillo. Os ministros entregaram seus cargos na última quinta-feira, depois de denúncias de que membros do governo e do partido do presidente estariam envolvidos em fraudes no sistema de licitações para concessões para exploração de petróleo no país.

BBC Brasil |

O premiê negou qualquer envolvimento com o caso e afirmou que os membros do gabinete saem com a "consciência tranqüila".

No último domingo, uma emissora de televisão divulgou gravações de áudio que mostram Alberto Quimper, ex-diretor da estatal Perúpetro (que administra as licitações), e Rómulo León, ex-ministro do primeiro mandato de Garcia (1985-1990), afirmando que receberam pagamentos ilegais da empresa petrolífera norueguesa Discovery Petroleum.

O primeiro-ministro Del Castillo é mencionado nas gravações como alguém que participaria do esquema de fraude nas licitações.

O ministro das Minas e Energia, Juan Valdivia, e mais dois membros de seu gabinete já haviam sido forçados a renunciar na terça-feira.

Investigação
A Discovery Petroleum, que ganhou a licitação no Peru, também nega as acusações. Apesar disso, Garcia suspendeu cinco contratos com a companhia na última segunda-feira.

O Congresso do Peru aprovou uma investigação sobre as concessões petrolíferas desde 2006 e vai analisar os contratos assinados entre o país e empresas petrolíferas estrangeiras.

Nos últimos anos, o setor energético do Peru vem impulsionando a captação de milhões de dólares em investimento estrangeiro para a enorme indústria de mineração do país e para o crescente setor de gás e petróleo.

O escândalo poderá abalar ainda mais a confiança da população no governo, cujos níveis de popularidade estão bastante baixos.

Uma pesquisa recente divulgada pelo instituto Ipsos Apoyo indicou que a popularidade de Alan García caiu para 19% no mês passado, em comparação com os 63% de aprovação registrados quando ele assumiu o poder, há dois anos.

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