Presidência tcheca da UE quer fazer cúpula com Obama na Europa

Estrasburgo (França), 16 dez (EFE).- A República Tcheca disse hoje que tentará organizar uma cúpula entre a União Européia (UE) e o próximo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, quando assumir a Presidência do bloco em 2009.

EFE |

"Buscamos uma visita de Obama à Europa" com o objetivo de lançar a cooperação "em áreas comuns" como a reforma das finanças internacionais no Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) e a luta contra a mudança climática, disse o vice-primeiro-ministro tcheco, Aleksandr Vondra.

Vondra apresentou, em coletiva de imprensa, na sede do Parlamento Europeu (PE) as prioridades da Presidência que seu país exercerá a partir de 1º de janeiro, depois de se reunir com os presidentes das comissões da Eurocâmara.

A reunião com Obama seria uma das prioridades em política externa, que também estará orientada em direção aos Bálcãs, onde Praga quer progredir nas negociações de adesão com a Croácia e no início dos acordos de associação com Sérvia e Bósnia.

Em economia, Vondra assinalou que a prioridade será aplicar o plano de relançamento econômico aprovado pela cúpula da UE da semana passada e a aprovação de várias propostas legislativas sobre a reforma financeira.

O vice-chefe de Governo tcheco apontou o setor energético como outro objetivo de seu país, sobretudo na segurança de provisão e especialmente na diversificação das fontes de abastecimento de gás.

Para o vice-premier, o próximo semestre será um "período difícil" pela proximidade das eleições européias de junho de 2009, mas apesar de tudo, segundo ele, "será divertido".

Vondra teve que dedicar boa parte de seu discurso a minimizar a importância do forte euroceticismo do presidente de seu país, Vaclav Klaus, que rejeita pôr a bandeira da UE em seu palácio.

Neste sentido, Vondra lembrou que em seu escritório "houve, há e haverá uma bandeira européia", embora tenha ressaltado que "o sucesso de uma Presidência não depende do número de bandeiras que se ostente".

"Não vou criticar meu presidente", se limitou a dizer o vice-primeiro-ministro tcheco. EFE rcf/rr

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