Presidência polonesa exige que EUA se definam sobre escudo antimísseis

Varsóvia, 3 mar (EFE).- O vice-ministro da Chancelaria presidencial da Polônia, Wladyslaw Stasiak, pediu hoje à diplomacia de seu país que exija dos Estados Unidos uma mensagem clara sobre o futuro do escudo antimísseis, diante da possibilidade de que o novo presidente americano, Barack Obama, renuncie a este projeto.

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Segundo ele, o presidente americano enviou uma carta secreta a seu colega russo, Dmitri Medvedev sugerindo que pode abandonar seus planos sobre as bases de mísseis na leste europeu, caso Moscou se comprometa a utilizar sua influência em Teerã para frear o desenvolvimento de armas de longo alcance pelo Irã.

Stasiak lembrou que existe um documento assinado para instalar o escudo antimísseis em solo polonês, assinado em agosto do ano passado em Varsóvia, em troca de concessões militares para a Polônia.

Este acordo possibilitava um dos planos mais polêmicos e ambiciosos da administração anterior de George Bush.

"As portas não se fecharam, ainda lutamos e defendemos argumentos claros, não temos que nos esconder pelos cantos, aplicamos um contrato por escrito", defendeu o vice-ministro do gabinete do presidente polonês.

O presidente da Polônia, o conservador Lech Kaczynski, é um dos principais defensores do escudo antimísseis, um projeto que considera positivo para o país porque reforçará sua segurança e peso militar.

No entanto, ele não é o chefe do Governo do país, que é parlamentarista, com esta função ficando a cargo do primeiro-ministro, Donald Tusk -ao qual, inclusive, Kaczynski faz oposição. EFE nt/jp

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