Presidência da UE incentiva Sérvia a localizar outros acusados de guerra

Paris, 30 jul (EFE).- A Presidência francesa da União Européia (UE) incentivou hoje a Sérvia a localizar os últimos acusados por crimes de guerra e comemorou a extradição do ex-líder servo-bósnio Radovan Karadzic ao Tribunal Penal Internacional para a Antiga Iugoslávia (TPII), em Haia.

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"A detenção pelas autoridades sérvias de Radovan Karadzic e sua posterior transferência são uma etapa importante do processo de reconciliação nos Bálcãs ocidentais e da aproximação européia da Sérvia", afirmou a Presidência francesa em comunicado.

A UE chama a Sérvia a continuar nessa via, localizar e transferir a Haia os últimos acusados ainda foragidos.

Entre os solicitados está o chefe militar dos sérvios da Bósnia, general Ratko Mladic, considerado "braço direito" de Radovan Karadzic, sobre quem pesa uma ordem de detenção internacional por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante o cerco a Sarajevo e o massacre de Srebrenica, onde morreram mais de 7 mil muçulmanos.

As autoridades sérvias ofereceram 1 milhão de euros de recompensa pela captura de Mladic, condição necessária para que a Sérvia possa assinar um Acordo de Estabilização e Associação com a UE, primeiro passo para a adesão à União Européia.

A Presidência francesa expressou também o apoio da UE ao TPII por um "trabalho essencial e exemplar que coloca a serviço da Justiça internacional".

Em 21 de julho, Radovan Karadzic, foragido desde 1996, foi detido perto de Belgrado, onde vivia sob identidade falsa e trabalhava como médico naturista. EFE jaf/an

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