Presidência da UE condena teste nuclear da Coreia do Norte

Praga, 25 mai (EFE).- A República Tcheca, que está na Presidência rotativa da União Europeia (UE), condenou hoje duramente o teste nuclear subterrâneo realizado pela Coreia do Norte, e pediu a intervenção da comunidade internacional, através da ONU.

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"Este teste coloca absolutamente em perigo a estabilidade da península coreana e da região, e representa uma séria ameaça à paz e à segurança mundial", afirmou, em comunicado, o ministro de Assuntos Exteriores tcheco, Jan Kohout.

No entanto, a Organização do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBTO) afirmou hoje que não é possível confirmar com absoluta segurança a natureza da explosão, aparentemente ocorrida no subsolo e que registrou uma magnitude de 4,5 graus na escala Richter.

Kohout pediu que a UE e toda a comunidade internacional reaja diante deste ato através do Conselho de Segurança da ONU.

Praga considera que este teste nuclear representa "uma evidente violação da declaração entre Coreia do Sul e do Norte sobre desnuclearização", assinada em dezembro de 1991, e da resolução número 1.718 da ONU.

A Presidência da UE pediu que a Coreia do Norte "se abstenha dessas atividades, renuncie às armas nucleares, volte de forma incondicional e imediata às conversas multilaterais e assuma os compromissos do acordo sobre não-proliferação de armas nucleares".

Pyongyang afirmou que melhorou seu poder nuclear e superou anteriores problemas técnicos com este novo teste subterrâneo, que, segundo o regime, foi de "maior nível em termos explosivos e tecnológicos" em comparação ao realizado em 9 de outubro de 2006.

EFE gm/an

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