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Presença militar não é suficiente para estabilizar Afeganistão, diz Otan

Valência (Espanha), 15 nov (EFE).- A reconstrução do Afeganistão centrou hoje a primeira sessão da 54ª Assembléia Parlamentar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Valência (Espanha), onde se evidenciou que a presença militar por si só não é suficiente para estabilizar o país.

EFE |

Os 300 delegados de 50 países que participam da reunião, que se prolongará até a próxima terça, dedicaram boa parte de seu primeiro dia de trabalho a assuntos relevantes da agenda internacional, como a situação do Afeganistão e as relações com a Rússia.

"Nós nos enganamos se pensamos que podemos conseguir a paz com tiros de canhão", afirmou o parlamentar britânico Hugh Bayley, responsável pelo relatório que a Comissão de Assuntos Econômicos e Segurança elaborou sobre a "a reconstrução econômica no Afeganistão, implicações para o desenvolvimento de sua segurança".

O documento aponta a necessidade de uma melhor coordenação entre a comunidade internacional e o Governo de Cabul para conseguir que os cidadãos afegãos se envolvam no processo de reconstrução.

Segundo Bayley, esta é a maneira de conseguir os melhores resultados.

"O Governo afegão deve liderar o processo que torne possível a reconstrução", afirmou Bayley, para acrescentar que a insurgência "não pode ser vencida apenas com as forças militares, é uma batalha das mentes e dos corações".

Bayley advertiu que "a paz nunca chegará ao país enquanto não acabar com o terrorismo e o narcotráfico".

Além disso, destacou a importância de acabar com o cultivo de ópio, que financia a insurgência e admitiu que a comunidade internacional "falhou" em evitar que a corrupção chegasse às forças de segurança afegãs e na repartição igualitária dos fundos destinados a este país.

Também ressaltou a necessidade de uma maior implicação econômica do Ocidente e lembrou que Irã e Rússia "estão dando mais ajudas ao Afeganistão que a maioria dos grandes países e membros da Otan".

O general Karl W. Eikenberry, da Otan, disse que se os EUA aumentarem seu contingente no Afeganistão não impedirão que Canadá e países da UE mantenham seus soldados ou até aumentem seu atual número. EFE jmc/wr/fal

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