Presença do embaixador de Honduras em Genebra gera tensão na ONU

A sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU ficou bloqueada durante toda a manhã desta segunda-feira em Genebra pelos países latino-americanos e do Caribe, contrários à presença do embaixador de Honduras, Delmer Urbizo, que apóia o presidente de facto, Roberto Micheletti.

AFP |

"Nossa posição é que o embaixador Urbizo não participe das sessões do Conselho, e queremos que ele se retire da sala", indicou à AFP o embaixador da Venezuela em Genebra, Germán Mundarain Hernández.

"Meu governo não reconhece nenhuma representação diplomática do governo de facto encabeçado por Micheletti", disse à AFP Homero Hernández, embaixador em Genebra da República Dominicana.

Urbizo, porém, permaneceu no recinto.

"Eu represento meu país e meu povo e não há razão para não participar dos trabalhos do Conselho", disse Urbizo à AFP.

Para tentar destravar a situação, as representações de Brasil e Argentina defenderam uma moção de ordem para debater publicamente o caso. O presidente do Conselho, o belga Alex Van Meeuwen, propôs o adiamento das deliberações da tarde.

Por outro lado, fontes diplomáticas anteciparam que Genebra espera a chegada iminente de um comunicado escrito do governo deposto de José Manuel Zelaya, assinado por Patricia Rada, sua ministra do Exterior, no qual desacredita Urbizo como embaixador de Honduras em Genebra.

jga/ap

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