Presença de perclorato em Marte não impede vida microbiana, diz Nasa

Washington, 5 ago (EFE).- A Nasa afirmou hoje que a presença de perclorato em Marte, divulgada na segunda-feira, não impede que possa haver vida microbiana no planeta vermelho.

EFE |

Peter Smith, da Universidade do Arizona e principal cientista da missão da sonda "Phoenix", disse hoje, em entrevista coletiva, que a surpreendente descoberta de perclorato em Marte não é "nem boa nem ruim para a vida" microbiana.

Ontem, a agência espacial americana anunciou que, no último mês, o laboratório da "Phoenix" analisou duas amostras retiradas do solo de Marte que indicam que um dos componentes da superfície poderia ser perclorato, embora hoje tenha advertido que mais testes precisam ser feitos para confirmar o achado.

No entanto, Smith afirmou hoje que a Nasa tem "provas substanciais de que nosso solo contém perclorato".

A equipe da agência espacial também trabalha para descartar que o perclorato encontrado proceda de fontes terrestres ou da sonda espacial e seus instrumentos.

Um dos usos do perclorato é na composição de combustíveis para foguetes. Por isso, a Nasa pediu a ajuda de especialistas para analisar se uma contaminação poderia ter ocorrido durante o lançamento da "Phoenix".

"Isto ainda tem que ser verificado com os instrumentos" da "Phoenix", capazes de detectar vapores que se desprendem das substâncias contidas nas amostras de solo, disse Smith.

Caso a descoberta seja confirmada, acrescentou o cientista, "isso não descarta que possa haver vida em Marte": "Na verdade, é uma potencial fonte de energia para (a existência de vida)".

A descoberta, que foi divulgada dias depois do anúncio de que há água no planeta vermelho, surpreendeu os cientistas da missão "Phoenix", que, atualmente, têm várias perguntas sobre o significado do rastro de perclorato em solo marciano, reconheceu o especialista.

"Se o perclorato afeta ou não a 'habitabilidade' em Marte é, certamente, uma pergunta complexa, que hoje não podemos responder", disse Smith, segundo quem a descoberta não limitará a Nasa em seu trabalho de buscar rastros de vida em solo marciano. EFE cai/bm/sc

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