Presença de imigrantes ajudou população da UE a crescer

Bruxelas, 23 set (EFE) - A população da União Européia (UE) cresceu 0,48% em 2007, principalmente por causa da migração, e chegou a 497,5 milhões de habitantes, segundo relatório da Eurostat, órgão de estatísticas do bloco.

EFE |

Durante o ano passado, a emigração na UE totalizou 1,9 milhão de pessoas durante, um aumento de 16,4% com relação a 2006.

A UE registrou 5,3 milhões de nascimentos (crescimento de 0,8%), já que as baixas taxas de fertilidade (10,6 nascimentos por cada mil habitantes) se mantiveram.

Dos países do bloco, nove registraram mais mortes que nascimentos: Alemanha, Itália, Romênia, Portugal, Hungria, Bulgária, Estônia, Letônia e Lituânia.

Segundo a Eurostat, a população UE poderia ter um crescimento natural negativo dentro de alguns anos por causa das baixas taxas de fertilidade e do aumento de mortes pelo envelhecimento dos que nasceram durante a explosão da natalidade após a Segunda Guerra Mundial.

Na UE, a contribuição da imigração para o aumento populacional foi superior à do crescimento natural desde 1992.

Todos os países da UE têm uma taxa de fertilidade inferior ao chamado índice de substituição nos países industrializados, que é de dois filhos por mulher.

A Eurostat afirma que os imigrantes contribuem também para o aumento natural da população uma vez assentados, já que, no geral, são jovens e registram maior natalidade, além de reduzirem estatisticamente os índices de mortalidade.

O órgão estatístico da UE ressalta também que os nascimentos de crianças fora do casamento já são maioria em países como a Estônia (58,1%), Suécia (54,7%) e Bulgária (50,2%).

No geral, a Eurostat constatou um aumento da expectativa de vida na UE durante 2007, embora ainda não disponha de números globais para toda a região.

As mulheres formam 51,1% dos habitantes da UE. EFE rcf/rb/db

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