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Preocupado com impacto do Ike na energia, Bush promete ajuda imediata

Washington, 13 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, expressou hoje sua preocupação com o possível impacto do furacão "Ike" nos preços da energia e prometeu ajuda imediata à zona litorânea do Texas afetada pelo gigantesco ciclone.

Milhares de casas e vários prédios públicos foram danificados hoje na região de Galveston e Houston.

O "Ike" tocou terra hoje na ilha de Galveston às 2h10 (4h10 de Brasília), com ventos de 177 km/h.

Segundo Bush, em uma declaração feita hoje nos jardins da Casa Branca, os serviços de emergência começarão a trabalhar assim que o perigo passar e as condições meteorológicas permitirem.

"É uma tempestade enorme" e ainda não terminou de passar pela região, explicou o presidente.

O "Ike", cujo olho tem quase mil quilômetros de diâmetro, é, no momento, um furacão de categoria 2 na escala de intensidade Saffir-Simpson, que vai até 5.

O secretário de Segurança Nacional americano, Michael Chertoff, visitará a região afetada assim que possível, provavelmente hoje à tarde, para coordenar os trabalhos de assistência, disse Bush.

O presidente americano prometeu toda a ajuda necessária dos níveis federal, estadual e local, mas expressou sua preocupação pelo impacto que a passagem do "Ike" pode ter no setor energético dos EUA.

A Agência para a Proteção do Meio Ambiente americana suspendeu uma série de condições para permitir a importação de certos tipos de gasolina, explicou Bush, que acrescentou que o Governo "supervisionará cuidadosamente os preços" do combustível para garantir que o consumidor seja tratado de maneira justa, apesar dos problemas.

O "Ike", maior ciclone a tocar o solo dos EUA desde a passagem do "Katrina" por Nova Orleans em 2005, obrigou o fechamento de 17 refinarias no Golfo do México, onde são processados 22% do combustível consumido no país.

O furacão, acompanhado de ondas de mais de sete metros no litoral e intensas chuvas, causou a morte, segundo os primeiros relatos, de pelo menos três pessoas: uma criança, que foi atingida pelo galho de uma árvore; um banhista, que se afogou no mar em Corpus Christi; e um idoso, que morreu quando era retirado de casa no condado de Brazoria.

A passagem do furacão, que deixou 4 milhões de pessoas sem luz, também causou vários incêndios, ainda não debelados por causa das más condições meteorológicas.

Há certa preocupação pelas milhares de pessoas que ignoraram as recomendações de evacuação e que podem precisar de resgate.

Em Galveston, o furacão deixou submersa uma barragem de mais de cinco metros de altura Mais de 60 mil pessoas deixaram a ilha após os alertas das autoridades, que pediram à população para evacuá-la ou "enfrentar a morte certa".

Houston, a 80 quilômetros de Galveston em direção ao interior, também foi bastante afetada pelo furacão. Apenas um dos maiores hospitais da cidade e o centro têm luz no momento. EFE mv/wr/sc

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