Prêmios reconhecem jornalismo ibero-americano

Mercedes Bermejo. Madri, 13 abr (EFE).- O jornalismo que reflete a realidade social de região ibero-americana e o bom uso da língua que une 400 milhões de pessoas foram recompensados hoje com os Prêmios Internacionais de Jornalismo Rei da Espanha em sua XXVII edição e o Prêmio Don Quixote.

EFE |

O Reis da Espanha presidem a entrega, realizada na Casa da América de Madri. Este ano forma premiados profissionais da Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha e México.

O monarca destacou que estes prêmios são um reflexo da globalização da informação e ressaltou que os trabalhos premiados são exemplo de um jornalismo que "é capaz , sobretudo, de iluminar os cidadãos e mostrar novas perspectivas".

Refletem além disso - acrescentou - "o dinamismo do jornalismo de hoje e a evolução das ciências da informação, incluída sua dimensão tecnológica".

O presidente da Agência Efe, Álex Grijelmo, destacou como a internet, que definiu como uma "caixa cheia de jóias", nos proporcionou vantagens ao mesmo tempo em que "nos trouxe efeitos perversos".

Entre os trabalhos premiados na categoria Digital, Grijelmo destacou as reportagens das argentinas María Arce e Paula Lugones.

Trata-se de um trabalho original que percorre a "Rota 66" dos Estados Unidos às vésperas das eleições presidenciais de 2008 que culminaram com a chegada de Barack Obama ao poder. Os textos foram publicados no jornal "Clarín" em suas edições impressa e online.

Um artigo sobre o islã entre a população negra do Brasil, publicado na revista "Época", valeu a Eliane Brum o prêmio na categoria de Imprensa, enquanto uma imagem de crianças que jogam inocentemente no meio de uma plantação de coca fotografada por Manuel Saldarriaga e publicada pelo jornal "O Colombiano", de Medellín, foi premiada com o de Fotografia.

O escritor Juan Villoro recebeu o prêmio Ibero-americano por uma reportagem intitulada "O tapete vermelha, o império do narcoterrorismo", sobre a violência no México, publicado no "O Periódico de Catalunha", na Espanha.

Os espanhóis Antonio Carreño e Rosa de Santos ganharam o prêmio de Televisão por sua reportagem "Ellacurría, crime sem castigo", sobre o assassinato de seis jesuítas em El Salvador; Nieves Concostrina foi agraciada categoria de Rádio, por um documentário sonoro inovador sobre "O Quixote".

O escritor Juan José Millás recebeu o VI Prêmio Don Quixote pela matéria "Um advérbio se lhe ocorre o que quiser", publicado na revista espanhola "Interviu" e baseado em uma ideia de sua infância em que fantasiava abrir "uma loja de palavras".

"Admiravelmente foi o advérbio utilizado pelo presidente do Governo regional de Castela La Mancha - que patrocina este prêmio -, José María Barreda, para definir o texto de Millás evocando o título do artigo. Ele aludiu à união que a língua comum facilita, porque compartilhar "substantivos e adjetivos, verbos e advérbios gera uma grande fraternidade".

Os Prêmios Internacionais de Jornalismo Rei da Espanha são convocados anualmente pela Agência Efe e pela Agência espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID). Os prêmio são de seis mil euros, exceto o ibero-americano, que recebe no mil euros, da mesma forma que o Don Quixote.

A ministra da Saúde e Assuntos Sociais da Espanha, Trinidad Jiménez, se referiu aos prêmios como uma ferramenta para "a paz e a palavra" assim como um espaço para a cooperação e conhecimento.

Enquanto a secretária de Estado de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Soraya Rodríguez, elogiou a contribuição dos agraciados a construir um mundo "mais justo e mais livre".

Os ritmos brasileiros da "bossa nova", interpretados por Jayme Marques, fecharam o ato que contou com a participação de personalidades da política, cultura, mundo dos negócios, touradas, do jornalismo e representantes diplomáticos.

Um auditório que se pôs de pé ao começo do ato para brindar uma homenagem emocionada às vítimas do trágico acidente aéreo, que no sábado resultou na morte de 96 pessoas em território russo, entre elas o presidente polonês, Lech Kaczynski. EFE me/pb

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