Prêmios Nobel de Medicina pedem que pesquisas não cessem por crise

Estocolmo, 6 dez (EFE).- Os avanços conseguidos nas pesquisas sobre aids e câncer são muitos, mas ainda há muito a ser feito, por isso os Governos não devem reduzir seus investimentos apesar da crise, assinalaram hoje os Nobel de Medicina 2008, Harald zur Hausen, Françoise Barre-Sinoussi e Luc Montagnier.

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Estes três pesquisadores foram agraciados com o Nobel deste ano por seus trabalhos em varias décadas, que no caso de Barré-Sinoussi e Montaigner levou à descoberta do HIV, vírus causador da aids, e no de Zur Hausen ao estabelecimento da conexão entre o papiloma humano e o câncer cervical.

Para Barre-Sinoussi, foram conquistas que se unem a muitas conseguidas nas últimas décadas, mas que não permitiram erradicar essas doenças. Daí a necessidade de seguir investigando e de utilizar sua responsabilidade como prêmios Nobel para influir nos Governos para que respeitem seus compromissos.

"Veremos se teremos sucesso ou não", frisou.

Por sua parte, Montagnier, de 76 anos, insistiu em que embora o objetivo de "erradicar a pandemia" ainda não pareça próximo, há "muitas formas" de reduzir os efeitos da aids e limitar sua extensão, através de singelas medidas de higiene genital, melhora da nutrição e estímulo do sistema imunológico.

Para Barré-Sinoussi, que com 61 anos é a mais jovem dos três agraciados, o mais urgente é conseguir um acesso universal aos tratamentos contra o HIV/aids.

Na Alemanha, Zur Hausen esteve centrado em demonstrar que o vírus do papiloma humano (HPV, por seus iniciais em inglês) tinha um papel no desenvolvimento do câncer cervical, o segundo mais comum entre as mulheres.

"Espero que este prêmio Nobel ajude a criar mais conscientização do papel dos agentes infecciosos no câncer", acrescentou Zur Hausen, de 72 anos, fundador do prestigioso Instituto Alemão de Pesquisas sobre o Câncer (DKFZ).

Por isso insistiu, por exemplo, na necessidade de informar da eficácia de forma preventiva da vacina no câncer cervical, que funciona entre 70% e 80% dos casos.

Os três pesquisadores receberão o prêmio na próxima quarta-feira, das mãos do rei Carl Gustaf da Suécia, em cerimônia que será realizada em Estocolmo. EFE agf/rr

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