Prêmios Nobel da Paz pedem mudanças democráticas em Mianmar e Zimbábue

Paris, 13 dez (EFE).- Os vencedores do prêmio Nobel da Paz reunidos em sua 9ª cúpula mundial, realizada em Paris, manifestaram hoje sua preocupação com os direitos humanos em diversas partes do mundo, e reivindicaram, em particular, mudanças democráticas em Mianmar e no Zimbábue.

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"Estamos preocupados com o fracasso em se unir à marcha da democracia e dos direitos humanos de cerca de 40 países que representam mais de um terço da humanidade", afirmam os prêmios Nobel da Paz.

Em declaração, lamentam, "em particular, os contínuos abusos dos direitos humanos em Mianmar e no Zimbábue" Os vencedores exigem ao Governo birmanês a libertação da opositora e prêmio Nobel da Paz em 1991, Aung San Suu Kyi, que está detida há 17 anos, mas também "um diálogo nacional para restabelecer a democracia".

Sobre o Zimbábue, em vez de se dirigir ao regime do presidente, Robert Mugabe, optaram por se voltar aos Estados da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, para que busque "uma solução democrática" aos problemas desse país.

A declaração, lida pelo ex-presidente sul-africano Frederik de Klerk - prêmio Nobel de 1993, que compartilhou com Nelson Mandela -, manifesta inquietação pela contínua violação dos direitos das mulheres em muitas partes do mundo.

Também coloca em evidência que a extrema pobreza é "uma séria ameaça" aos direitos humanos e lamentam o recurso à tortura e aos tratamentos degradantes contra os prisioneiros.

Sobre isso, apóiam o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, para que concretize sua promessa de fechar a prisão de Guantánamo.

Os vencedores do Nobel da Paz se referem a diversos conflitos internacionais, e especialmente os da Ossétia do Sul (com a Geórgia), Darfur, República Democrática do Congo, Sri Lanka e, de forma destacada, o existente há décadas entre israelenses e palestinos, que "é uma contínua fonte de instabilidade na região".

A violência na Colômbia também foi mencionada, sobre a qual dizem que causa uma "profunda preocupação" e pedem a "imediata libertação" dos reféns e o estabelecimento de negociações "entre todas as partes relevantes".

Os signatários expressam seu apoio à iniciativa do ex-presidente costarriquenho Óscar Arias - Nobel da Paz de 1987 - para anular a dívida dos países pobres em troca de que aumentem o gasto público em educação, saúde e proteção ao meio ambiente. EFE ac/an

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