Prêmio à dissidente chinês amplia tensão entre Pequim e UE

Pequim, 11 dez (EFE).- Pequim disse hoje ser uma ironia que o Parlamento Europeu tenha premiado um delinqüente, em referência ao dissidente chinês preso Hu Jia, que receberá o prêmio Sakharov de direitos humanos.

EFE |

Hu receberá o prêmio em 17 de dezembro, o que acrescenta mais tensão às relações bilaterais após o encontro do dalai lama com presidente francês, Nicolas Sarkozy.

"Apesar da repetida oposição da China, o Parlamento Europeu premiará Hu Jia", disse hoje o porta-voz da Chancelaria chinesa, Liu Jianchao, em coletiva de imprensa.

"Dar um prêmio assim a um delinqüente é uma ironia contra os direitos humanos", acrescentou.

O porta-voz não especificou se as autoridades chinesas permitirão à esposa de Hu, a também dissidente Zeng Jinyan, ir receber o prêmio em nome de seu marido, que foi preso há um ano por "filtrar segredos de Estado".

Hu, de 35 anos, é um ativista que defendeu em várias ocasiões perante a imprensa estrangeira os direitos dos doentes de aids no país asiático, assim como os de outros dissidentes.

O Sakharov à liberdade de pensamento é o máximo prêmio de direitos humanos dado pela instituição européia, e sua cerimônia de entrega acontece em Estrasburgo na próxima quarta-feira. EFE mz/rr

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