Premier tailandês pede ajuda ao Parlamento para resolver revolta popular

Bangcoc, 31 ago (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, admitiu hoje que o Executivo foi incapaz de resolver as revoltas populares que tomaram a sede do Governo na terça-feira passada e requereu a ajuda do Parlamento.

EFE |

Em mensagem televisiva, Sundaravej confiou em que os parlamentares, que farão mais tarde uma reunião de emergência, encontrem unam solução para os protestos.

O chefe do Governo afirmou em várias ocasiões que não vai renunciar e acusou os manifestantes de tentar provocar um golpe de Estado.

A cúpula militar, que descartou levar a cabo um levante, recomendou ao primeiro-ministro que renuncie ou dissolva o Parlamento para acabar com as manifestações.

Os partidos da coalizão do Governo mostraram seu apoio ao primeiro-ministro, apesar de que há poucos dias ventilavam sua cassação ou a dissolução do Parlamento como solução às manifestações lideradas pela Aliança Popular para a Democracia (APD).

"Ele continuará sendo nosso líder", disse Surapong Suebwonglee, secretário-geral do Partido do Poder Popular, principal legenda da coalizão e ao qual pertence o próprio Sundaravej.

Já o líder da aliança antigovernamental, Sonthi Limthongkul, apontou que o opositor Partido Democrático seria uma boa opção para dirigir o Governo, uma vez dissolvido o Parlamento.

Limthongkul, dono de vários jornais, assegurou que não abandonarão os protestos até que o primeiro-ministro e seu Governo renunciem, a quem acusa de corrupção e de serem marionetes do ex-presidente Thaksin Shinawatra, deposto em setembro de 2006 mediante um golpe de Estado militar.

Shinawatra se exilou ao Reino Unido em meados de agosto, após alegar que os casos de corrupção dos que lhe acusam em seu país são uma invenção de seus opositores.

Por outro lado, mais de uma centena de membros da Aliança Democrática contra a Ditadura (ADD), antigos seguidores de Shinawatra, se manifestaram hoje contra o Parlamento para expressar seu respaldo ao Governo.

Mais de mil integrantes deste grupo, vestidos com camisetas de cor vermelha, se concentraram ontem na esplanada em frente ao Grande Palácio para pedir aos cidadãos que evitem a queda do Governo por causa dos "métodos anarquistas" da APD.

Cerca de 15.000 manifestantes continuam entrincheirados na sede do Governo, onde reina o ambiente festivo e não faltam as provisões de comida e água, embora tenha aumentado a desordem após seis dias de ocupação.

Os seguidores da APD asseguram que seu protesto é uma "revolução democrática" e afirmam que não abandonarão até que o primeiro-ministro e seu Governo renunciem, aos que acusam de ter ganhado as eleições mediante a compra de votos no meio rural.

As manifestações antigovernamentais começaram em maio, quando milhares de seguidores da aliança acamparam e montaram um palco em frente ao prédio das Nações Unidas. EFE grc/ma

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