O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, e o presidente da região autônoma curda, Massoud Barzani, trocaram acusações neste domingo, a poucos dias das eleições regionais no país.

Os dois têm discutido fortemente os planos de Maliki de aprovar uma emenda à Constituição iraquiana que fortaleceria o governo central em Bagdá, em detrimento do poder da administração de Barzani, baseada na cidade de Arbil, no norte.

Em um discurso para estudantes na cidade curda de Dohuk, Barzani não mencionou o nome do primeiro-ministro, mas sua alusão foi clara.

"Sabemos que existe uma pessoa que quer restaurar um regime ditatorial no Iraque através do controle do exército e da polícia", disse o líder curdo.

"Se emendas à Constituição têm o objetivo de melhorar as coisas, então não há problema. Mas nós nunca as aceitaremos se o objetivo for restringir os interesses curdos", acrescentou, referindo-se aos planos de Maliki.

A região autônoma curda não realizará eleições regionais com as outras províncias iraquianas, no dia 31 de janeiro, assim como a disputada província petroleira de Kirkuk, que Barzani deseja incorporar ao Curdistão iraquiano sob seu comando.

Maliki, por sua vez, fez um discurso de campanha na cidade xiita de Diwaniyah, ao sul de Bagdá, no qual alertou sobre o separatismo de alguns iraquianos.

"Gostaria de dizer àqueles que têm ambições de criar um micro-Estado, que foram nossos acréscimos à Constituição que permitiram que o Iraque fosse unificado", afirmou, sem citar nomes.

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