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Premier iraquiano chama acordo com EUA de prelúdio da soberania

Bagdá, 18 nov (EFE).- O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, disse hoje que a minuta do acordo de segurança assinado ontem entre seu país e os Estados Unidos representa um prelúdio sólido para que o Iraque recupere sua plena soberania.

EFE |

Maliki, que fez esse anúncio em discurso transmitido pela televisão estatal "Al-Iraquiya", também reconheceu que seu Governo imporá observações a esse tratado.

"Digo com toda confiança que temos observações sobre o acordo, mas, ao mesmo tempo, consideramos que constitui um sólido prelúdio para que o Iraque recupere plenamente sua soberania", afirmou o chefe de Governo iraquiano.

O primeiro-ministro lembrou que seu país entrou em negociações "difíceis e complexas com a parte americana, e que em muitos períodos se chegou a um beco sem saída".

Para ele, por essa razão, a minuta do convênio foi "várias vezes emendada pela insistência dos negociadores iraquianos em que o tratado garanta a soberania total do país".

Nesse contexto, Maliki afirmou que desde que começaram as conversas com os americanos procurou que as instituições constitucionais e as alianças políticas fizessem parte das negociações.

"Nossa escolha foi difícil: entrar em negociações com os EUA com o objetivo de que o Iraque recuperasse a plena soberania sobre seu território, espaço aéreo e marítimo, recursos, economia, e a tomada de decisões", ressaltou o primeiro-ministro.

Maliki manifestou seu descontentamento pelas declarações feitas pelos detratores do acordo.

"Lamento que os opositores ao tratado façam afirmações que contradigam com a realidade, e sem se informar dos detalhes das conversas ou seus resultados", disse Malikim que desmentiu que as negociações com os EUA tenham sido feitas à "porta fechada e sem consultar ninguém".

Fora isso, destacou que "não haverão mais detidos após hoje, nem centros de detenção e prisões administradas pelas tropas americanas, nem batidas e inspeções em casas".

Após receber ontem sinal verde do Conselho de Ministros, a minuta do acordo, que regulará a presença militar americana a partir de janeiro de 2009, precisa ser aprovada pelo Parlamento e ratificada pelo Conselho Presidencial antes que entre em vigor. EFE am/rr

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