Premier finlandês defende lei mais rígida para posse de armas

A Finlândia precisa endurecer sua legislação sobre a posse de armas, declarou nesta terça-feira o primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, horas depois de um tiroteio que deixou dez mortos em uma escola do país, no segundo incidente deste tipo em menos de um ano. Temos que endurecer a lei de forma significativa, disse Vanhanen à rede de televisão pública YLE. Precisamos determinar se as pistolas, que podem ser transportadas facilmente, devem ser autorizadas para os particulares, acrescentou.

AFP |

Um estudante de 22 anos, Matti Juhani Saari, matou dez estudantes de um colégio de ensino profissional em Kauhajoki, no sudoeste do país, antes de voltar a arma contra ele. Trata-se do segundo incidente deste tipo em menos de um ano em um estabelecimento escolar na Finlândia.

Em 7 de novembro de 2007, Pekka-Eric Auvinen, 18 anos, matou seis estudantes, o diretor e uma enfermeira de sua escola antes de se suicidar, na pequena cidade de Jokela. Os dois autores dos tiroteios tinham licenças para as armas que utilizaram.

Dois dias depois do massacre de Jokela, o governo anunciou a intenção de adotar uma medida da União Européia - que rejeitara anteriormente - que proíbe a posse de armas para menores. No entanto, nenhuma mudança foi feita, e a lei finlandesa segue autorizando a posse de armas para quem tem mais de 15 anos.

A Finlândia é o terceiro país em número de armas de fogo por habitante, atrás apenas dos Estados Unidos e do Iêmen. "Depois desses incidentes, temos que nos perguntar se a posse de uma pistola deve ser legal", insistiu Vanhanen.

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