O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, é suspeito de corrupção, confirmou na noite desta quinta-feira o ministério israelense da Justiça em comunicado.

Se estas suspeitas levarem a um indiciamento, Olmert teria a obrigação moral de renunciar, segundo todos os comentaristas políticos de Israel.

O próprio premier anunciou na noite desta quinta-feira que renunciará se for considerado culpado e negou novamente ter recebido dinheiro de um empresário americano.

"Se a justiça me indiciar, renunciarei", garantiu Olmert em comunicado. "Nunca recebi comissões. Nunca embolsei dinheiro" indevidamente, ainda afirmou o primeiro-ministro.

Segundo o comunicado emitido pelo ministério da Justiça, Olmert recebeu do empresário americano Morris Talansky "quantias importantes" e "não autorizadas" durante um longo período "quando era prefeito de Jerusalém e ministro da Indústria e do Comércio".

Este empresário de 75 anos, que vive em Nova York, é suspeito de ter arrecadado fundos que foram em seguida entregues a Olmert para financiar suas campanhas eleitorais à prefeitura de Jerusalém em 1993, 1998 e 1999 pelo partido de direita Likud.

A investigação sobre Olmert é vinculada ao interrogatório, nestes últimos dias, de sua ex-chefe de gabinete, Shoula Zaken, atualmente em prisão domiciliar, segundo o comunicado.

Zaken é acusada de ter se aproveitado de suas relações para nomear altos funcionários dos serviços fiscais, com o objetivo de conseguir isenções para pessoas próximas.

Olmert foi interrogado sexta-feira passada, mas a polícia não deixou vazar nenhuma informação sobre o caso até agora.

O premier de Israel é objeto de outras três investigações sobre suspeitas de transações imobiliárias fraudulentas - referentes à compra de uma casa em Jerusalém - e nomeações políticas abusivas, quando era ministro da Indústria e do Comércio.

Ele sempre clamou inocência.

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