Dacar, 2 abr (EFE).- O primeiro-ministro de Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, continua à frente do gabinete, após o motim de quinta-feira, quando um grupo de militares o deteve para que renunciasse ao cargo, informaram emissoras regionais captadas em Dacar.

O anúncio foi feito pelo próprio primeiro-ministro, após uma rodada de consultas do presidente do país Malam Bacai Sanhá, que liderou um Conselho de Ministros sem Gomes Júnior e se reuniu com as instituições do Estado, comandantes militares e o corpo diplomático.

Gomes Júnior foi liberado hoje da prisão domiciliar à qual foi submetido pelos militares rebeldes, que ontem o detiveram e exigiram que apresentasse sua renúncia.

Após a retirada da vigilância militar, que foi substituída por policiais esta madrugada, Gomes Júnior saiu de casa e se reuniu com Sanhá.

Depois, o premier voltou para sua residência sem comparecer ao Conselho de Ministros, o que gerou incertezas sobre a situação de seu Governo.

No entanto, segundo as emissoras regionais, Gomes Júnior assegurou aos jornalistas que seguia no cargo de primeiro-ministro, que a situação política é "estável" e que as instituições "voltarão à normalidade".

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