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Premier da Tailândia não renunciará para proteger a democracia

Bangcoc, 4 set (EFE).- O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, afirmou hoje que não renunciará para proteger a democracia, apesar da pressão dos manifestantes que ocupam há mais de uma semana a sede do Governo.

EFE |

Durante um discurso retransmitido pela rádio estatal, Sundaravej anunciou ainda que não dissolverá o Parlamento e que também não convocará eleições.

O premier, que há dois dias declarou o estado de emergência em Bangcoc para tentar acabar com os protestos contra seu Governo, optou por continuar no poder horas depois da renúncia de seu ministro de Exteriores, Tej Bunnag, um diplomata respaldado pelo rei Bhumibol Adulyadej.

O chefe do Executivo atribuiu a renúncia às pressões de sua esposa, mas várias pessoas a interpretam como uma perda de confiança por parte da Coroa.

Os manifestantes continuam desafiando a medida de emergência e condicionam qualquer negociação à renúncia do primeiro-ministro.

O estado de exceção proíbe qualquer reunião pública de mais de cinco pessoas, mas o chefe do Exército, o general Anupong Paojinda, aposta no diálogo para resolver a crise.

Sundaravej apoiou hoje essa conduta moderada e disse que o Governo não usará a violência contra os opositores.

Além disso, pediu que os manifestantes se entreguem e defendam sua causa nos tribunais.

O primeiro-ministro qualificou de "vergonhoso" o fato de não poder entrar em seu próprio escritório há dez dias, quando os manifestantes acamparam diante do palácio governamental, em Bangcoc.

EFE grc/mh

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