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Premier da França diz que G20 de Londres tem que apresentar respostas concretas

O primeiro-ministro da França, François Fillon, afirmou nesta segunda-feira que os países que vão participar do G20 de Londres terão o dever de apresentar respostas concretas, principalmente sobre a regulação financeira, para conter a crise, e considerou grandes as chances de sucesso da reunião.

AFP |

"Em Londres, teremos o dever de apresentar respostas concretas", declarou Fillon em Washington diante de cerca de 200 membros da Fundação Carnegie para a Paz Internacional, um dos mais importantes grupos de reflexão dos Estados Unidos.

Fillon mencionou "quatro eixos essenciais: reformar a regulação financeira internacional, favorecer o crescimento, resgatar os bancos e apoiar os mais ameaçados".

"Se faltar apenas um desses eixos, não haverá recuperação duradoura, e a confiança no sistema permanecerá abalada", avisou.

"Acho que nossas chances de sucesso são grandes", acrescentou, qualificando a reunião dos 20 países ricos e emergentes no dia 2 de abril em Londres de "etapa decisiva para recolocar a economia mundial nos trilhos".

"Frente a uma crise sem precedentes, temos de mostrar que somos capazes de apresentar verdadeiras respostas, e não apenas expressar boas intenções", disse Fillon.

Europeus e americanos divergiram nas últimas semanas sobre a prioridade que tem de ser dada à reforma do sistema financeiro mundial. Para Washington, os planos de recuperação são mais importantes que a reforma.

Fillon reiterou que o plano francês de 26 bilhões de euros com enfoque no investimento, os 2,6 bilhões em medidas sociais de emergência e a verba de 6,7 bilhões liberada para o setor automobilístico são suficientes.

"Ao contrário do que dizem alguns americanos, os planos de recuperação europeus são importantes já que representam até 400 bilhões de euros, ou seja, 3,3% do PIB da Europa", destacou.

O premier francês expressou preocupação com o déficit. "Não queremos criar uma bolha de dívida pública", afirmou.

O déficit público deverá atingir 100 bilhões de euros em 2009.

ben/yw

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