Premier britânico não queria que condenado de Lockerbie morresse na prisão

Um dirigente do governo britânico, Bill Rammell, que era então secretário de Estado de Relações Exteriores, informou às autoridades líbias que o primeiro-ministro Gordon Brown não desejava ver morrer na prisão o único condenado pelo atentado de Lockerbie, segundo documentos divulgados nesta terça-feira.

AFP |

Bill Rammell teria falado sobre a questão durante uma visita a Trípoli em fevereiro deste ano, segundo o ministro líbio para a Europa, Abdulati Alobidi.

Uma menção desta conversação aparece na documentação divulgada para tentar desestimular a polêmica pela decisão da justiça escocesa de libertar Abdelbaset Ali Mohamed al Megrahi e depois das acusações do jornal Sunday Times segundo as quais Londres teria obtido vultosos contratos petrolíferos em troca da libertação do condenado.

A Escócia libertou Megrahi alegando motivos médicos no dia 20 de agosto, provocando grande polêmica e as críticas dos familiares das vítimas do atentado, em maioria americanos, e da própria Casa Branca.

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