Premiê ucraniana rejeita interferência russa na soberania do país

Kiev, 14 ago (EFE).- A primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, afirmou hoje que a Ucrânia, como país soberano, determinará sozinha suas políticas doméstica e externa e assegurou que o exercício dessa autonomia não será dirigido contra outros Estados.

EFE |

"Apesar de a política externa ser prerrogativa constitucional do presidente, não posso guardar silêncio perante os últimos eventos nas relações ucraniano-russas", disse a chefe de Governo, citada por seu serviço de imprensa.

Ela se referia à tensão gerada pela carta enviada esta semana pelo presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, ao governante ucraniano, Viktor Yushchenko, na qual o acusou de desenvolver uma "política antirrussa".

Em resposta, o chefe do Estado ucraniano disse nesta quinta-feira estar "muito decepcionado" com a carta de Medvedev.

"Há graves problemas nas relações entre os dois países, mas é surpreendente que o senhor (Medvedev) rejeite toda responsabilidade da parte russa", acrescentou.

"A Ucrânia determinará suas política doméstica e externa de maneira soberana, sem ingerências a partir do estrangeiro", afirmou Timoshenko, que será candidata à Presidência nas eleições de 17 de janeiro.

Apesar das divergências que mantém com Yushchenko, a declaração da primeira-ministra significa um respaldo ao chefe de Estado.

"O exercício da Ucrânia de seus direitos soberanos e a formação de uma nação política moderna não são nem podem ser examinadas como uma política que aponta contra outros", ressaltou Timoshenko.

Ela lembrou que sempre defendeu a construção, com a Rússia, de relações "de igual para igual, baseadas nos interesses nacionais, no benefício mútuo, no respeito à soberania e na integridade territorial". EFE bk/db

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