Premiê turco descarta anistia para milicianos curdos com crimes de sangue

Istambul, 11 jun (EFE).- O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou hoje que respeita a identidade curda e se mostrou disposto a solucionar o conflito com esta minoria, mas exigiu o fim da violência e descartou uma anistia para os que tenham cometido crimes de sangue.

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Em entrevista ao vivo emitida hoje pela rede "NTV", o premiê turco disse que reconhece e respeita a identidade étnica de cada habitante do país, mas acrescentou que, "acima do resto de identidades, está a de cidadão da República da Turquia".

Além disso, o primeiro-ministro estendeu a mão aos nacionalistas curdos do DTP, considerado o braço político do grupo armado Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), e afirmou que está disposto a se reunir com o líder do grupo, Ahmet Türk.

Mesmo assim, exigiu que este partido passe "das palavras aos fatos", em referência à recente chamada de Türk para que "calem as armas".

O PKK assegurou que seu objetivo não é mais a independência, mas conseguir o respeito aos direitos curdos e um certo grau de autonomia territorial.

"Continuaremos com decisão dando passos como os dados até agora", afirmou hoje Erdogan, em referência à abertura desde 1º de janeiro de um canal estatal em língua curda e à concessão de mais direitos culturais impensáveis há alguns anos.

No entanto, negou a possibilidade de uma anistia geral para os membros do PKK e disse que é "suficiente" a chamada "lei outra vez em casa", que promove a deserção de militantes do PKK sem crimes de sangue.

O primeiro-ministro admitiu que seria possível ampliar os supostos de reintegração de ex-militantes do PKK previstos na lei.

EFE amu/an

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